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A gente bem que podia tentar fazer isso em casa
17/7/200813:12:00

Captain Morgan é uma marca de rum da Diageo, que trava uma luta encarniçada com a Pernot Ricard pelo mercado mundial de bebidas.

Poucas pessoas no Brasil ouviram falar dessa marca. Mas Bob Garfield, o énfant-terrible crítico de propaganda da Advertising Age me chamou a atenção, em seu blog, para a marca (leia aqui).

Não poderia ser mais apropriado. Após repercutirmos as decisões do IV Congresso Brasileiro de Publicidade e insistirmos no apoio à Lei Seca e à necessidade de enquadrarmos a cerveja como bebida alcoólica e, como tal, ter sua veiculação restrita após às 21 horas, ver o novo comercial do Captain Morgan foi uma experiência notável.



Pela primeira vez, desde que me lembre, vi uma marca subverter de maneira inteligente, ousada, digna, os clichês óbvios do consumo de álcool.

Um rapaz ensimesmado, de braços dados com a monotonia, recebe um torpedo, um MMS. Ao fundo, imagem de belas mulheres. O texto, no celular, exclama: "Garotas! Oreillys! Agora!" O rapaz salta da cama, troca de roupa, coloca um cheirinho para disfarçar o cangote de cama mofada e voa para o tal "Oreillys". Chegando lá, o ambiente caidaço, os colegas caidaços, desnorteados, as garotas da foto no celular, nada mais que um pôster do próprio bar. Seus "mui" amigos o chamaram que os levasse em segurança para casa (veja o comercial aqui - aguarde um pouquinho, que antes vem um insert de 15").

É genial, é honesto e é tão desconcertante que fiquei pensando: "Nossa! Existe vida na contrapropaganda! E a contrapropaganda mais legal que vi sobre os riscos de beber e dirigir foi feita justamente por uma marca de bebida alcoólica!". Isso só complementa tudo aquilo que defendemos aqui no propaganda sustentável. Que é possível fazer propaganda inteligente, projetar marcas, diferenciar, oferecer bom humor sem necessariamente usar clichês e fórmulas ou trair princípios que hoje são indispensáveis para grandes marcas. Captain Morgan conseguiu, lá nos EUA.

Muitas vezes macaqueamos os jargões, as bobagens dos gurus, os modismos da administração dos gringos. Poderíamos agora, humildemente, copiar esse approach e mudar a forma pra lá de envelhecida com que produzimos comunicação para bebidas alcoólicas, cervejas em particular. Será que é pedir demais?

Talvez seja melhor parodiar o Juca Kfouri, em seu programa CBN Esporte Clube. "Vou tomar meu chá de cadeira, enquanto espero pelo semancol da indústria cervejeira".

Postado por: Jacques Meir (propagandasustentavel@gmail.com)


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