A calça jeans é a melhor balança que existe! 5/3/200916:28:56
Duas mulheres lindas, uma negra ou afro-descendente e outra loira (descendência germânica) conversam. Espontaneamente falam sobre assuntos que inquietam as mulheres em geral. É um diálogo divertido: "Não é bom ser mulher, ser vaidosa, se cuidar?"
Pois é. Ser mulher deve ser ótimo. Eu, homem, particularmente acho mulheres o máximo. E Tais Araujo, Carolina Dieckmann e Giovanna Antonelli nos comerciais câmera solta, deixando-as falar e falar e falar trazem um frescor, uma jovialidade, uma verdade que é difícil encontrar nos comerciais edulcorados, ensimesmados em sua alegria pré-fabricada, meticulosamente pensada para "parecer" extrovertidos.
A campanhas é para as Lojas Marisa. O objetivo, além do institucional, é mostrar que a Marisa é capaz de entender a alma, a vaidade e o que faz mulheres sentirem-se bem consigo mesmas. Nada de preços, nada de musiquinha, nada de clichês, nem ofertas berrantes, apresentadores histriônicos e balloons de ofertas pipocando na tela. Apenas mulheres, celebridades - ok - falando deliciosas brejeirices como "a calça jeans é a melhor balança que existe"! Vejam um dos filmes abaixo, com Carolina Dieckmann e Tais Araujo.
Não conheci mulher alguma que não tenha falado em "caber/entrar/vestir" a calça jeans da medida considerada ideal para a cintura. A calça jeans, símbolo da juventude, é também o divã da autoestima das mulheres. O jeans, seja novo, velho, cós mais abaixo ou mais acima, rasgado milimetricamente ou cheio de detalhes que o tornam, digamos, mais "fashion", serve como lembrete, objetivo, meta central da vaidade feminina: caber na calça jeans que é vista à distância, lembrando as mulheres das faltas na academia, da paixão dionisíaca por chocolate, das tentações e da gula fora de hora. Os obstáculos que impedem as medidas de se ajustarem naturalmente à calça jeans predileta.
Não há dúvida de que a agência Giacometti Propaganda, Branding e Arquitetura de Negócio acertou na mosca. Sugeriu temas e deixou um bom diretor de cena e de atores trabalhar com a câmera, em diversos takes, montados com espontaneidade, despojamento e sensibilidade. O resultado é sensacional. Poucas vezes recordo-me de ver comerciais com esse nível de pertinência, adequação e relevância. Talvez esteja enganado, mas tenho quase absoluta certeza de que esses filmes "falam", dialogam com a mulher. Abordam temas nos quais elas se flagram conversando sozinhas ou calorosamente com amigas e parentes.
Essa sintonia entre proposta, conceito de "obra aberta", diretor, atrizes e clientes é difícil de conseguir. A chance de termos comerciais "papos-cabeça", cheios de trololós é enorme. Mas a marca Marisa pode ficar entusiasmada. Essa campanha é um achado. Ao invés de mulheres poderosas, que sussurram marcas de perfume, que mostram-se donas de beleza inalcançavel ou simplesmente fetiches em comerciais de cerveja, vemos mulheres. Alheio ao fato de termos comerciais com Tais Araujo, Carolina Dieckmann e Giovanna Antonnelli, vimos em peças de 1 minuto mais conteúdo que horas de "Saia Justa" (Escrevi, pronto. Monica, Betty, Maitê e Marcia que me perdoem.)
É por essas e outras que a propaganda muitas vezes nos surpreende. Por pequenos instantâneos que revelam mais sobre a alma humana do que complexos filmes, documentários, reportagens ou tratados científicos...
CONCORDO PLENMENTE É REALMENTE UM COMERCIAL RICO,CRIATIVO ,BEM LGAL DE SE VÊ,SEM APELAÇÂO,Ñ SUPORTO MAIS VÊ MLHER PLADA EM TDO QUANTO É RVISTA E COMERCIAL...