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Mackenzie faz a lição de casa: ponto para o conhecimento
11/12/200913:35:58
Há meses publicamos aqui um um post que gerou muitas controvérsias. À época, criticamos um anúncio da Universidade Mackenzie (aqui)que utilizava argumentos duvidosos usando como oportunidade o Dia Mundial da Água (22/03). No meu entender, o anúncio fazia um proselitismo desnecessário sobre uso racional do recursos natural, desviando o foco e o objetivo central da instituição - produção de conhecimento e formação de bons profissionais para atuarem de modo produtivo no mercado e, consequentemente, na sociedade - para um assunto alheio às suas atribuições.
Evidentemente que o anúncio foi um deslize. A instituição inclusive teve campanhas premiadas, com grandes ideias e um sentido voltado justamente para a produção do conhecimento.
Minha agradável surpresa há algumas semanas foi justamente ver o anúncio abaixo do mesmo Mackenzie, criado pela mesma QG que cometera o anúncio anterior, que reforça a ideia do poder do conhecimento.
O título é muito bom - "Imagine um computador 2 mil vezes mais lento que o seu, com a mesma capacidade de processamento de uma calculadora digita. E ele é a sua única ajuda para pousar na Lua." - um desafio, uma provocação, um mote para ilustrar a força do conhecimento. Logo após, mais abaixo, uma frase-chave: "Quem tem conhecimento supera qualquer obstáculo. Faça Pós-Graduação Mackenzie."
Percebem? Ao narrar brevemente a incrível aventura humana à luz de uma tecnologia francamente obsoleta para os dias de hoje, em uma época sem Google, sem Blogs, sem internet, sem banda larga, sem iPhone, foi espantoso verificar aonde a inteligência e a capacidade, a obstinação humanas conseguiram chegar: na Lua. Aos olhos de hoje, e dos recursos que temos hoje, o feito é notável.
O Mackenzie publicar um anúncio nessa visão, no ano em que a chegada do homem na Lua completa 40 anos foi absolutamente pertinente. Um anúncio com criatividade, para ser lido, apreciado, inteligente, preciso, sem ideologias ou discursos banais acerca de "construção de cidadania".
O único senão fica por conta do slogan, abaixo do logotipo - "Educação e cidadania desde 1870". Melhor seria valorizar ainda mais a educação, conhecimento, preparo intelectual. Estes atributos são libertadores. Quem tem educação, como destacado no anúncio, tem cidadania. Até porque da educação consistente sobrevém a real cidadania: crítica, independente, exigente.
Reafirmo: se nossas escolas procurassem valorizar o conhecimento, não tivessem vergonha de ressaltar os grandes feitos culturais, não procurassem colocar manifestações folclóricas ou ingredientes ideológicos inúteis, em um ensopadinho esquerdopata que nivela por baixo o conhecimento, transformando-o em informação, com foco em produtividade, meritocracia, gestão, métricas e indicadores, teríamos hoje quadros melhores, menos corrupção e menos panetones Arruda (Granetones nas versões R$ 200 mil, R$ 300 mil ou R$ 500 mil, como mostrou o Casseta e Planeta da Globo).
Educação é a chave. Conhecimento é a porta. Cidadania e desenvolvimento sustentado são as consequências. O Mackenzie mostrou o caminho. Esperamos que não seja apenas propaganda. E sim, compromisso.
Em tempo, hoje, 15/12, o Mackenzie publicou mais um anúncio da série focada em "conhecimento": nossos aplausos. O anúncio mostra a história de Machado de Assis e destaca como ele conseguiu superar adversidades para se tornar, disparado, o maior de nossos escritores. Vejam o anúncio aqui.
Postado por Jacques Meir (propagandasustentavel@gmail.com)
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